CDU exige compromissos claros sobre Centro de Atletismo de Famalicão

Deputada Tânia Silva alerta para “risco real” de serem priorizados espetáculos e grandes eventos em vez dos clubes e atletas do concelho.

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O futuro Centro de Atletismo do concelho esteve no centro do debate político durante a sessão da Assembleia Municipal realizada esta segunda-feira, 27 de abril. Tânia Silva, deputada da CDU, subiu à tribuna para manifestar a “profunda preocupação” quanto ao rumo de um projeto que é aguardado há anos pela comunidade desportiva famalicense [ver notícia Centro de Atletismo de Famalicão: a “excelência” que demorou 13 anos a sair do papel].

A intervenção da deputada surge na sequência de declarações recentes do Presidente da Câmara Municipal e do Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, que têm uma “visão partilhada” que prevê que o complexo se torne um polo de atração para seleções internacionais.

Segundo a CDU, o que transparece agora destas comunicações levanta dúvidas sobre a verdadeira vocação da infraestrutura: será um espaço para os atletas locais ou um palco para o “espetáculo” e promoção externa?

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Tânia Silva sublinhou que a criação deste centro foi, durante décadas, uma “reivindicação justa e persistente” dos clubes e atletas do concelho. No entanto, a deputada alertou para o “risco real” de o projeto ser desvirtuado, transformando uma necessidade coletiva numa oportunidade de “mercantilização do desporto”.

“Estaremos perante um equipamento pensado prioritariamente para responder às necessidades dos atletas e clubes locais, ou antes orientado para uma lógica de grandes eventos e eventual acesso condicionado?”, questionou a eleita da CDU.

SERVIR CLUBES E ATLETAS DO CONCELHO

A deputada foi direta a interpelar Mário Passos, exigindo um compromisso claro de que o Centro de Atletismo “será um espaço público ao serviço dos clubes e atletas do concelho, assegurando o acesso regular, sem critérios restritivos”. Para a CDU, é fundamental assegurar que a infraestrutura mantenha um cariz público e de base, garanta o acesso regular aos clubes famalicenses, e recuse “lógicas elitistas” que afastem os praticantes locais.

A questão deixada no ar por Tânia Silva foca-se no “propósito essencial” da obra: servir o desenvolvimento do desporto de base em Famalicão. A deputada  destaca que o equipamento é “uma necessidade evidente para garantir melhores condições de treino e desenvolvimento da prática desportiva”.

A deputada terminou a sua intervenção questionando Mário Passos sobre compromissos concretos para evitar que o investimento público seja desviado daquela que é a sua missão prioritária: apoiar quem, no terreno e no dia a dia, faz o atletismo no concelho.

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