CHEGA critica maioria na Assembleia Municipal de Famalicão após chumbo de recomendações sobre segurança e habitação

O grupo municipal do CHEGA manifestou um “profundo repúdio” pela rejeição das recomendações apresentadas nas sessões de 27 e 28 de abril. O partido deu o “benefício da dúvida” a Mário Passos e absteve-se na votação do Relatório de Gestão 2025.

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A última reunião da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão ficou marcada por acesos debates e a apresentação de moções, votos de recomendação e de protesto. Apesar de se ter abstido na votação do Relatório de Gestão 2025, a bancada do partido, liderado por João Pedro Castro manifestou um “profundo repúdio” pelo chumbo sistemático das suas propostas, acusando a maioria de “indiferença” e “ignorância tecnológica”.

Um dos pontos mais polémicos foi a recomendação do CHEGA para a ativação imediata do sistema de videovigilância no centro da cidade, integrando tecnologia de Inteligência Artificial (IA) para anonimização total.

O partido critica que as câmaras instaladas sirvam apenas para “estatística de tráfego”, enquanto o concelho enfrenta uma “onda de criminalidade sem precedentes”. De acordo com o partido, a sugestão apresentada assegura privacidade totale transparência. O CHEGA lamentou que PSD, PS, IL e CDU tenham unido esforços para chumbar a medida, classificando as críticas como fruto de “preceitos ideológicos” que prejudicam a segurança dos cidadãos.

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O partido viu também ser rejeitado o voto de recomendação para alterar o Regulamento Municipal de Apoio ao Arrendamento. O objetivo era conceder prioridade a famílias monoparentais, “especialmente mães solo, que representam uma fatia significativa das famílias em situação de fragilidade económica no concelho”.

Para o CHEGA, a medida seria uma “discriminação positiva justa” e sem custos adicionais para o erário público. O partido acusa a Assembleia de ignorar a realidade social de Famalicão, onde a desagregação familiar tem empurrado muitas mulheres para a pobreza.

O CHEGA apresentou um voto de protesto contra episódios de agressões a professores e funcionários na Escola Básica Bernardino Machado, em Joane, alegando uma “omissão deliberada” da direção do agrupamento para manter boas estatísticas.

O partido exigia uma averiguação independente e criticou a postura pública do diretor do agrupamento, instando o Executivo a não “tapar o sol com a peneira” perante a insegurança escolar.

“BENEFÍCIO DA DÚVIDA”

Apesar do tom crítico, o deputado municipal João Pedro Castro anunciou a abstenção do partido no Relatório de Gestão 2025. João Pedro Castro justificou a posição como um sinal de “oposição útil e séria”, dando o benefício da dúvida aos investimentos anunciados.

“Não fazemos oposição por oposição, mas oposição útil”, afirmou o deputado, reforçando que o partido continuará a ser uma “voz incómoda” para o Executivo de Mário Passos.

ANTIGOS COMBATENTES

Na próxima reunião ordinária da Assembleia Municipal, o grupo municipal do CHEGA vai apresentar um voto de saudação aos antigos combatentes, “prestando justa homenagem a todos os militares portugueses que serviram a Pátria em contexto de guerra, conflito ou missão operacional”, afirma o partido em comunicado enviado à imprensa.

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