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Vila Nova de Famalicão
Domingo, 19 Setembro 2021
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Viagem documental aos primórdios da indústria têxtil do Vale do Ave

A indústria têxtil de Guimarães do século XIX está em exposição em Vila Nova de Famalicão. Do tear manual ao frenesim das máquinas. Para ver no Museu da Indústria Têxtil.

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Famalicão

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“A Indústria Têxtil de Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas” é o tema da exposição temporária que foi inaugurada em dezembro de 2020 no Museu da Indústria Têxtil do Vale do Ave, em Vila Nova de Famalicão, e que está patente ao público até ao próximo dia 30 de setembro.

Paula Ramos Nogueira, coordenadora científica da exposição. Fotografia DR

É uma viagem aos primórdios da indústria têxtil do Vale do Ave, sob a coordenação científica da investigadora Paula Ramos Nogueira, do Centro de Física da Universidade de Coimbra.

Paula Ramos Nogueira leva-nos ao tempo em que as máquinas ainda estavam para chegar, na sequência da Revolução Industrial. E que só tardiamente chegaram à fileira têxtil portuguesa.

Convocando os primeiros momentos da industrialização têxtil, a exposição desenvolve uma leitura cronológica, documentada e ilustrada, dos principais acontecimentos e personalidades que estiveram na origem de um movimento transformador que, em pleno século XIX, transformaram o perfil da cidade histórica, e berço da monarquia, na “oficina do Minho”.

A exposição apresenta a face desconhecida da história de Guimarães, que acaba por ser determinante para a própria história industrial do Vale do Ave.

Um precioso conjunto de fontes – documentos, objetos, equipamentos e fotografias – compõe os painéis em que se destacam três fábricas – Castanheiro, Moinho do Buraco e Companhia de Fiação e Tecidos de Guimarães.

Percorrendo o circuito expositivo, o visitante é levado a conhecer, numa autêntica viagem no tempo, a transição entre uma indústria manual, rudimentar, tradicional e obsoleta e uma indústria que tardiamente despertou para a mecanização e eletrificação, mas que se expandiu e consolidou em toda a região.

Uma sucessão de acontecimentos, estrategicamente fomentados pela Sociedade Martins Sarmento, concorrerá para a mudança de paradigma.

A Exposição Industrial de 1884, dirigida pelo historiador Alberto Sampaio, assinala o ponto de partida para uma autêntica revolução económica e social.

Uma revolução que, embora modificando para sempre o perfil da cidade de Guimarães, está historicamente vinculada à dinâmica do Vale do Ave como região têxtil por excelência.

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