A 41.ª Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Nova de Famalicão abre hoje, 28 de agosto, na Praça Mouzinho de Albuquerque, e prolonga-se até 6 de setembro. O certame reúne 71 artesãos, 30 produtores gastronómicos e 10 estabelecimentos de restauração, com entrada livre.
A abertura está marcada para as 18h00 de hoje, com atuações da Big Band de Riba d’Ave e de Costinha. Rui Veloso sobe ao palco na noite de 1 de setembro, e o Festival de Fado de Famalicão, no dia 2, conta com Joana Amendoeira. Toy atua a 4 de setembro e Chico da Tina a 5. O cartaz inclui ainda Victor Rodrigues, Maria do Sameiro, Alvorada Musical, a Zimbre Brass Band, Maria Gil, Jess, Sandy Kilpratrick e a Banda Marcial de Arnoso.
Os horários de visita variam ao longo dos dez dias: de segunda a quinta-feira, das 18h00 às 23h00; às sextas-feiras, das 18h00 à 1h00; aos sábados, das 14h00 à 1h00. No domingo, 30 de agosto, a feira funciona das 14h00 às 23h00, e no último dia, 6 de setembro, das 14h00 às 21h00.
Na área da restauração, a abertura de hoje é entre as 18h00 e as 2h00; de segunda a quinta-feira, as tasquinhas funcionam das 12h00 à meia-noite, com horário alargado até às 2h00 à sexta-feira, 4 de setembro, e aos sábados. No domingo, 30, a restauração está disponível das 12h00 à meia-noite, e no dia 6, das 12h00 às 22h00.
Oposição contra orçamento de quase meio milhão de euros
O orçamento aprovado para esta edição é de 449.001,44 euros, o valor mais alto de sempre para o certame, ainda que a subida seja reduzida face aos 446.123,10 euros gastos em 2025. A proposta foi aprovada em reunião de câmara de 23 de julho, com os votos contra do PS e do Chega, partidos que integram a oposição à maioria PSD-CDS.
O vereador do PS, Eduardo Oliveira, justificou o voto contra dizendo que o partido é favorável à realização da feira, mas não concorda “com um modelo que custa cerca de meio milhão de euros e que coloca o destaque nos artistas nacionais, quando o verdadeiro objetivo deveria ser promover o artesanato, a gastronomia, os produtores e os restaurantes de Vila Nova de Famalicão”. Para Eduardo Oliveira, o sucesso do evento deveria medir-se pelo “impacto que gera na economia local e pelo benefício que deixa aos famalicenses”.
O vereador do Chega, Pedro Alves, seguiu argumento semelhante, considerando “excessivos” os gastos com as festas do concelho. “Quinhentos mil euros numa feira de artesanato e gastronomia é muito excessivo”, afirmou, acrescentando que o partido apoia a feira, os artesãos e os artistas participantes, mas não a despesa de meio milhão de euros na iniciativa.
O orçamento de 2026 confirma a trajetória de subida do investimento camarário na feira desde que Mário Passos assumiu a presidência da câmara. Em 2022, o primeiro ano orçamentado pelo atual executivo, o valor foi de 269.862,04 euros — menos 179.139,40 euros do que o montante agora aprovado, um aumento de cerca de 66%.
Face à última edição realizada sob a presidência de Paulo Cunha, em 2019, orçada em 227.250,00 euros, o valor de 2026 é quase o dobro, com um acréscimo de cerca de 98%. Entre 2019 e 2022 a feira não se realizou, devido à pandemia de covid-19.


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