Depois de 10 edições realizadas em igrejas e monumentos históricos de Santo Tirso e Famalicão, o FIO – Festival Internacional de Órgão, evento cultural único no país, expande-se na 11ª edição a Guimarães, cidade com património organístico de relevância internacional. Como um fio, festival volta a conectar territórios, património e pessoas. Este ano realiza-se entre 16 e 31 de maio em igrejas e monumentos históricos das três cidades, envolvendo 41 artistas de quatro países. A entrada é gratuita, apenas limitada às capacidades dos espaços.
Vila Nova de Famalicão recebe espetáculos do Festival nos dias 22, na Igreja de São Pedro do Bairro, 23 na Fundação Cupertino de Miranda e 24 de maio na Igreja de Ribeirão.
O FIO organiza recitais de órgão solo, órgão e canto e/ou instrumentos solistas, órgão e orquestra, órgão e dança, entre outras performances culturais. O FIO alcançou já mais de 6.500 espetadores ao vivo e cerca 15 mil pelas redes sociais.
DIVERSIDADE ARTÍSTICA E DE PÚBLICO
O festival, que arrancou há mais de uma década com um organista, dois organeiros e uma cantora lírica, tem reforçado a diversidade artística, incluindo organistas, cantores, ensembles orquestrais, valorizando sempre o órgão em diálogo com diferentes formações.
“Esta evolução permite combinar tradição e inovação e promover experiências musicais únicas e internacionais”, afirma a organização em comunicado, sublinhando que “talvez por isso se venha verificando uma diversificação progressiva do próprio público, que atualmente inclui tanto apreciadores de música clássica como novos espetadores interessados na experiência do órgão em diferentes propostas musicais”.
Rodrigo Teodoro de Paula, diretor artístico do FIO destaca o modo como “de uma forma descentralizada e democrática, o festival oferece uma programação artística de alta qualidade, com a participação de prestigiados músicos nacionais e internacionais”.
Entre os participantes estrangeiros o diretor artístico salienta a organista, compositora e diretora da orquestra cubana, residente na Alemanha, Yudania Gómez Heredia, a organista italiana Ilaria Centorrino, e Miriam Cepeda, organista, e Luis Raquejo, clarinestista, ambos de Espanha.
Graças ao incentivo do FIO, 10 igrejas já restauraram seus órgãos inoperacionais ou adquiriram instrumentos novos. Entre estes destaca-se o grande órgão de tubos da Igreja de São Pedro de Bairro, em Famalicão, instalado pela JMS Organaria e inaugurado em setembro do ano passado.


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