A CDU entregou, na quarta-feira, 13 de maio, dois requerimentos formais nos serviços da Assembleia Municipal dirigidos ao executivo camarário.
A iniciativa surge após a ausência de esclarecimentos às questões colocadas presencialmente pela deputada Tânia Silva ao Presidente da Câmara Mário Passos na sessão realizada no final de abril.
Na sequência, a CDU optou pela via escrita para obter respostas sobre dois dossiês de forte impacto político e social no concelho: o Centro de Atletismo e o futuro Estádio Municipal.
DÚVIDAS SOBRE CENTRO DE ATLETISMO
Relativamente ao anunciado Centro de Atletismo – uma infraestrutura há muito ambicionada por atletas e clubes famalicenses –, a CDU manifesta grande preocupação com o rumo do projeto. A força política alerta para o risco de o espaço “acabar subordinado a interesses externos e a lógicas de grandes eventos”, afastando-se do apoio ao “desporto de base” [ver notícia Centro de Atletismo de Famalicão: a “excelência” que demorou 13 anos a sair do papel].
A CDU exige garantias de que o equipamento será um espaço público e focado no associativismo local, levantando dúvidas concretas sobre o modelo de gestão previsto para a infraestrutura; os critérios de acesso e as garantias de prioridade para os clubes do concelho; e o eventual peso de entidades externas na utilização diária do espaço.
Refira-se que as preocupações da CDU surgem na sequência de recentes declarações do Presidente
da Câmara e do Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo [ver aqui: CDU exige compromissos claros sobre Centro de Atletismo de Famalicão].
ESTÁDIO: “SUCESSÃO DE PROMESSAS” POR CUMPRIR
O processo do futuro Estádio Municipal é alvo de duras críticas por parte da coligação, que aponta o dedo aos sucessivos anúncios públicos, muitos deles realizados em contexto pré-eleitoral, sem que se verifiquem avanços concretos ou calendários transparentes [ver aqui Estádio Municipal: CDU critica “sucessivos recuos” e “falta de transparência”].

A deputada municipal Tânia Silva confrontou diretamente o Executivo sobre o que classifica como um processo marcado por indefinições e recuos, que tem gerado “falsas expectativas junto da população”.
As perguntas formais exigem esclarecimentos sobre o estado real do projeto e o modelo de financiamento previsto; os motivos para os sucessivos atrasos; e as responsabilidades políticas decorrentes do incumprimento desta promessa eleitoral.
Recorde-se que já havia anteriormente se mostrado contra a forma como o assunto tem sido conduzido [ver notícia CDU diz que “falta de planeamento e estratégia” é “evidente” na gestão do processo do novo estádio municipal].
“EMPOBRECIMENTO DO DEBATE DEMOCRÁTICO”
Para a CDU, a postura do Presidente da Câmara em não responder aos eleitos locais durante as sessões da Assembleia Municipal representa “uma desvalorização do papel fiscalizador daquele órgão e um empobrecimento do debate democrático”.
Em comunicado, a CDU assegura que continuará a intervir com firmeza na defesa dos interesses dos famalicenses, exigindo “rigor na gestão dos recursos públicos e respeito pelos direitos democráticos dos eleitos municipais”. E destaca que cabe agora ao Executivo Municipal responder, por escrito, às questões que ficaram sem resposta em sede de Assembleia.


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