O Partido Socialista (PS) votou contra a proposta de reorganização interna dos serviços municipais apresentada pelo executivo da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão na sexta-feira, em reunião extraordinária da Assembleia Municipal.
O partido considera que a nova estrutura representa “um aumento excessivo da máquina administrativa, sem qualquer esclarecimento sobre o impacto financeiro para o município e para os famalicenses”. A posição do PS foi defendida em Assembleia Municipal pela deputada Sandra Santos, em representação da bancada socialista.
“De acordo com a proposta apresentada pelo executivo municipal, a Câmara passa de cinco para nove departamentos, de 22 para 27 divisões e cria 41 novas unidades orgânicas. Em sentido contrário, os serviços de apoio ao cidadão diminuem de 24 para 17”, afirmou Sandra Santos.
A deputada salientou ainda que a nova organização prevê ainda “um aumento muito significativo das chefias”, passando de cinco para nove diretores de departamento e de 46 para 85 chefias intermédias, praticamente duplicando a atual estrutura dirigente.
Durante a intervenção, o Partido Socialista criticou a opção do executivo por “aumentar a estrutura administrativa numa altura em que os famalicenses continuam sem qualquer redução da carga fiscal municipal”.
Foram igualmente levantadas dúvidas sobre a forma de preenchimento dos novos cargos de chefia, defendendo o PS total transparência nos processos de recrutamento e questionando se os lugares serão atribuídos através de concursos públicos ou de nomeações internas.
Em comunicado, o PS refere que foram ainda colocadas várias questões ao executivo municipal, nomeadamente quantos novos postos de trabalho resultarão desta reorganização, qual será o custo financeiro real da nova estrutura, qual o impacto desta reorganização na tramitação dos processos administrativos e quantas das novas unidades estarão destinadas ao apoio aos partidos da oposição.
Na intervenção em nome do Partido Socialista, Sandra Santos defendeu que “os famalicenses têm o direito de conhecer o verdadeiro impacto desta reorganização administrativa” e exigiu ao executivo municipal respostas concretas sobre os custos, os objetivos e os resultados esperados para o concelho.
“Esta posição do PS não coloca em causa o profissionalismo dos trabalhadores municipais, mas sim as opções do executivo quanto ao crescimento da estrutura de chefias e aos custos associados”, sublinha o partido, reafirmando “a exigência de transparência, rigor e responsabilidade na gestão dos recursos públicos municipais”.


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