O CHEGA manifesta publicamente a sua “oposição ao orçamento apresentado pelo executivo camarário” para as Festas Antoninas. Na última reunião camarária, o partido votou contra o orçamento de cerca de um milhão de euros que, no entanto, foi aprovado com os votos da maioria PSD-CDS.
“Veneramos as nossas festas populares e defendemos a continuidade e o reforço das tradições que afirmam a nossa identidade cultural, a nossa gastronomia e o trabalho das associações locais. No entanto, há um limite da razoabilidade e da boa gestão pública. Não é aceitável destinar um montante tão elevado de dinheiro dos contribuintes a apenas dez dias de festas, quando o município enfrenta desafios estruturais urgentes que afetam o dia a dia dos famalicenses”, afirma o partido em comunicado enviado à imprensa.
“Não somos miserabilistas, bem pelo contrário, pugnamos pela promoção do nosso concelho e pelo seu desenvolvimento equilibrado”, afirma o CHEGA, salientando que “um diagnóstico social e económico sério mostra que Vila Nova de Famalicão precisa de resolver problemas estruturais prioritários. Qualquer investimento com dinheiro público deve ter retorno, deve valer a pena e deve gerar repercussões positivas ao longo de todo o ano, atraindo visitantes que queiram voltar.”
O CHEGA critica a “incapacidade crónica desta Câmara em criar atrativos duradouros” que posicionem Famalicão ao nível de municípios vizinhos como Guimarães, Barcelos, Ponte de Lima ou Viseu. “Em tempos de incerteza económica, volatilidade dos mercados e dificuldades das famílias, é obrigatório atuar com precaução e sensatez”, sublinha o partido.
“O povo precisa de festa e de cultura, mas precisa sobretudo de estabilidade quanto às necessidades básicas”, sublinha o partido, afirmando que continuará a defender “uma gestão responsável, que coloque em primeiro lugar as prioridades reais dos famalicenses, sem desperdiçar recursos públicos em eventos pontuais sem retorno sustentável”.


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