Os famalicenses Fernando Costa e Hugo Mesquita foram eleitos para o Conselho Nacional do PSD no 43.º congresso do partido, que decorreu este fim de semana na Anadia.
Fernando Costa fez parte da lista A, liderada por Maria Luis Albuquerque, que integra os nome indicados pelo presidente do partido Luís Montenegro. O histórico militante, que ocupou diversos cargos de direção no PSD-Famalicão, figurou na lista num lugar destacado, sendo o primeiro eleito do distrito de Braga.
Já Hugo Mesquita, antigo Presidente da JSD Famalicão, foi eleito pela lista C, liderada por André Pardal.
O Conselho Nacional é o principal órgão do PSD entre congressos, tendo como missão assegurar a execução da estratégia política definida nas reuniões magnas do partido.

A eleição mereceu destaque nas redes sociais de Vítor Pereira, vice-presidente da distrital social-democrata de Braga, que aproveitou a ocasião para uma homenagem particular a Fernando Costa.
“Hoje, o Homem do Leme voltou. Para muitos de nós, basta dizer ‘Mito’ para percebermos de quem falamos. Provoca um sentimento de reconhecimento espontâneo em quem testemunhou a sua capacidade de liderança, a sua inteligência estratégica e a energia contagiante que colocava em cada desafio”, escreveu Vítor Pereira.
O dirigente distrital recordou o papel de Fernando Costa na vitória autárquica do PSD em Famalicão, em 2001, onde desempenhou as funções de diretor de campanha, mandatário e presidente da Comissão Política Concelhia. “Foi um dos rostos invisíveis da vitória autárquica de 2001”, sublinhou Vítor Pereira, acrescentando que a verdadeira marca de Fernando Costa “não se encontra nos cargos que ocupou”, mas “na forma como exerceu cada uma dessas responsabilidades”.
“Há figuras que não procuram o palco, mas sem as quais os grandes momentos dificilmente aconteceriam. Na política, são elas que traçam caminhos, mobilizam equipas, unem esforços e transformam ambições em resultados”, afirmou Vítor Pereira, numa alusão à viragem política ocorrida em 2001, após de mais de 20 anos de poder socialista (1983-2001), que fundou a hegemonia que mantém a coligação PSD-CDS no poder até hoje em Famalicão.

O dirigente social-democrata destacou a capacidade de Fernando Costa para trabalhar em equipa e para mobilizar militantes: “Sabia ouvir, aconselhar, motivar e agregar. Tinha a rara capacidade de fazer cada pessoa sentir-se importante para o projeto coletivo. E essa talvez seja uma das maiores qualidades de qualquer líder, fazer crescer os outros”.
“Há regressos que nos recordam que, para navegar rumo ao futuro, é sempre importante ter por perto quem conhece o mar”, destaca o vice-presidente da distrital PSD de Braga, salientando que, “num tempo em que a política tende a valorizar excessivamente a exposição mediática, importa recordar aqueles que fizeram da discrição uma virtude e do trabalho uma missão”.
Vítor Pereira destaca que Fernando Costa pertence a uma geração de militantes e dirigentes que compreendiam que as vitórias eleitorais “exigem preparação, estratégia, capacidade de mobilização e, acima de tudo, espírito de equipa”, salientando que “é mais do que o regresso de uma pessoa. É o regresso de uma forma de estar na política. Uma forma que valoriza o trabalho, a dedicação, a estratégia e a construção coletiva acima dos interesses individuais”.
“Num momento em que tantas vezes se fala de renovação, talvez seja útil recordar que renovar não significa esquecer. Pelo contrário, significa saber aproveitar a experiência, a memória e o conhecimento daqueles que ajudaram a construir o caminho”, afirma o vice-presidente da distrital de Braga.
Refira-se que o PSD-Famalicão foi a segunda concelhia do país com maior representação no congresso, com 23 delegados.
O famalicense Paulo Cunha continua como chefe da delegação dos eurodeputados do PSD, mantendo, por inerência, lugar na CPN. Já o eurodeputado Sebastião Bugalho passa a integrar a direção nacional do PSD e foi escolhido por Luís Montenegro para porta-voz do partido.
Sebastião Bugalho, assim como os outros dois novos vice-presidentes Pedro Duarte e Carlos Moedas, perfila-se para aceder ao patamar restrito de dirigentes com legítimas ambições de disputar a futura liderança do PSD.


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