Famalicão combate incêndios. Um ameaça casas e corta Linha do Minho

A circulação foi posteriormente restabelecida. Algumas estradas registaram condicionamentos de trânsito.

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Vila Nova de Famalicão está esta quinta-feira, dia 2 de julho, a combater dois incêndios em simultâneo – com impacto Vermoim, Vale São Martinho, Vale São Cosme, Lemenhe, Requião, Arnoso e Nine num contexto de onda de calor e forte que dificulta as operações.

A situação levou o Governo a declarar situação de alerta em vigor até dia 6, e o município entrou em Estado de Prontidão de Nível III desde a meia-noite, medida que se mantém em vigor durante uma semana, até 9 de julho.

Incêndio de Vermoim, desde a madrugada

O primeiro foco deflagrou pouco depois da meia-noite, com o alerta a ser dado às 00h41, numa zona de mato na Avenida São José do Monte, em Vermoim. Nas primeiras horas, o incêndio mobilizou cerca de 40 a 50 operacionais, número que subiu ao longo da manhã para cerca de 66 elementos, apoiados por 18 a 19 viaturas terrestres, segundo dados avançados por diferentes órgãos de comunicação social a partir de fontes dos bombeiros e da Proteção Civil.

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Citada pela Lusa, a comandante sub-regional da Proteção Civil do Ave, Celina de Oliveira, indicou que, por volta das 12h30, o fogo tinha duas frentes ativas – uma em Vermoim, outra em Vale de São Martinho – e que o principal problema era o vento forte. A mesma fonte precisou que, até esse momento, não havia casas em risco nem estava equacionado qualquer cenário de evacuação.

O fogo, que durante a madrugada tinha entrado em fase de resolução, ganhou nova intensidade a meio da manhã. Segundo a Rádio Observador, no teatro de operações estavam por volta do meio-dia cerca de 70 operacionais, quase 20 viaturas e três meios aéreos.

Novo incêndio em Nine ameaça casas e corta a Linha do Minho

Ao início da tarde, com o alerta dado às 13h44, deflagrou um segundo incêndio, também de grandes dimensões, numa área florestal da freguesia de Nine — zona limítrofe entre os concelhos de Famalicão, Braga e Barcelos. Segundo o jornal O Minho, citando fonte da Proteção Civil do Ave, “está a ficar complicado, há casas em perigo e é perto da estação ferroviária, que também está a ser ameaçada”, tendo a mesma fonte acrescentado que terá ardido uma casa devoluta.

Por volta das 14h40, estavam no local 47 operacionais, apoiados por sete meios terrestres e quatro meios aéreos. As chamas acabaram por ultrapassar os limites da área florestal e alastrar a uma zona habitacional, atingindo também edifícios degradados ou devolutos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

O incêndio chegou junto à via férrea, obrigando a Infraestruturas de Portugal (IP) a suspender, cerca das 14h45, a circulação na Linha do Minho entre as estações de Nine e Arentim. A circulação foi posteriormente restabelecida de forma condicionada, com os comboios a circular alternadamente por uma das vias. A EN206, em Vermoim, e a EN204, na zona de Louro, registaram igualmente condicionamentos de trânsito.

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